Segunda dose da vacina do HPV
O ambulatório do Colégio Bandeirantes informa aos pais e as alunas que a 2.a dose da vacina do HPV será dada do dia 24 ao dia 28/05 no período da manhã, das 8h às 13h.
O pagamento de R$ 320,00 poderá ser efetuado em até 2 cheques sendo um à vista e o outro para 30 dias, endereçados a Vacinar Centro de Imunização.
Lembramos as alunas para trazerem as carteiras de vacinação.
Dra Beatriz Aguiar
Vacina contra o HPV – Uma arma poderosa no combate à doença?
Maria Helena Vilela
Dra Beatriz Salles Aguiar
Fazer sexo é tão saudável quanto dormir ou se alimentar. Entretanto, assim como a gente pode ingerir alguma coisa estragada e adoecer, podemos ter um relacionamento sexual com alguém infectado e adquirirmos uma doença sexualmente transmissível (DST). Existem muitas DSTs, cada uma com sinais e sintomas específicos, capazes de comprometer a saúde e a vida de uma pessoa. A prevenção de todas essas DSTs é feita pelo uso da camisinha. Até então, a única DST que podia contar com uma vacina era a Hepatite B. Agora esta arma também pode ser usada contra o HPV.
O Papiloma Vírus Humano - HPV
O HPV é um vírus que afeta tanto homens quanto mulheres. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV. Alguns deles são os responsáveis pelo aparecimento de verrugas comuns em mãos e pés, e cerca de 30 tipos afetam a área genital, principalmente das mulheres. A transmissão ocorre principalmente através da relação sexual, mas o HPV não precisa de penetração para se instalar; ele pode ser encontrado na virilha, nas coxas, ao redor da região genital e na mucosa oral. Existe também, mais raramente, a possibilidade de transmissão vertical (mãe/ feto) e de contaminação através de objetos que contenham o HPV.
A infecção pelo HPV é a doença de transmissão sexual mais comum atualmente, afetando 50% das pessoas sexualmente ativas, na maioria das vezes de forma assintomática. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), estima-se que muitas pessoas adquirem o HPV nos primeiros 2-3 anos de vida sexual ativa.
Ter contacto com o vírus, no entanto, não significa desenvolver alguma doença ou transmiti-la. Pessoas saudáveis com sistema imunológico normal, costumam eliminar o vírus espontaneamente.
A vacina contra o HPV
Não existe uma forma de prevenção do HPV que seja 100% segura, já que este vírus pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha, sabonete ou outro objeto contaminado e que entre em contato com os genitais. A camisinha é muito eficiente na prevenção durante o ato sexual; o problema é que nem sempre o vírus está alojado em um local que possa ser protegido por ela. Daí a importância do lançamento das vacinas contra o HPV: a quadrivalente e a bivalente. A primeira é uma vacina que protege a mulher dos quatro tipos mais comuns do HPV ( 6,11,16 e 18), sendo os dois primeiros (6 e 11) associados a 90% das verrugas genitais e os últimos (16 e 18 ) responsáveis por 70% dos casos de câncer de útero. A vacina bivalente age somente contra os tipos 16 e 18.
Indicação:
A vacina, no momento, só está sendo indicada para mulheres entre 9 e 26 anos de idade. As mulheres devem receber o esquema completo de vacinação antes de se tornarem sexualmente ativas; embora mulheres expostas a algum dos quatro tipos mais comuns (6,11, 16 e 18) também possam se beneficiar da vacinação, porque elas serão protegidas dos demais tipos contido na vacina.
Contra-indicação:
Tais vacinas não devem ser aplicadas a pacientes com infecções agudas ou que estejam usando medicamentos imunossupressores (que diminuem a imunidade), grávidas, ou em caso de alergia aos componentes da vacina.
Efeito colateral:
Dor de pequena intensidade e calor no local da aplicação e febre em 10% dos casos.
Eficácia:
Os estudos clínicos realizados durante cinco anos com a vacina Gardasil envolveram cerca de 30 mil mulheres em todo o mundo e mostraram uma eficácia de 99% com três doses IM do produto. A segunda dose é aplicada dois meses após a primeira e a terceira, seis meses após a primeira dose. Até o momento, sabe-se que esta vacina protege por cinco anos. E depois? Existirá uma dose de reforço? Essas perguntas ainda não foram respondidas, dado o tempo do estudo que ainda é curto. O fato é que se encontrou uma nova arma poderosa de combate ao HPV.
Atenção!
- Uma vez vacinada, a garota não pode descuidar da camisinha na hora do sexo. Essa vacina só protege contra o HPV; as demais DSTs só contam com o preservativo como arma de prevenção.
- A imunização também não dispensa o acompanhamento ginecológico anual
A polêmica
Nos Estados Unidos, o lançamento da vacina levantou uma polêmica quanto à posição dos pais em vacinar uma garota de 10 ou 12 anos contra uma doença sexualmente transmissível (DST): cuidado com a saúde de sua filha ou incentivo ao sexo? Para ajudar nessa reflexão, vale lembrar que a hepatite B é uma DST e sua vacina consta no calendário oficial da vacinação de recém-nascidos.
Entendemos que sexo não depende de incentivos, está na natureza humana e não pede licença para acontecer… E a sua opinião? Como você vê tudo isso? Dê sua contribuição sobre esse tema.
Mais informações: http://www.revistasaude.com.br/hpv
Carta aos pais e autorização para vacinação
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Clique aqui para imprimir a autorização para vacinação.